Estado descarta sub-região de Saúde e mantém Circuito na fase vermelha

Nova atualização feita pelo Plano São Paulo Foto: Governo do Estado de São Paulo

Na sexta atualização de painéis que controlam a retomada da economia no Estado, o Plano São Paulo manteve as 42 cidades https://www.rotadasaguas.com.br/wp-content/uploads/2022/02/socorro-rota-das-aguas.jpgistradas pelo Departamento Regional de Saúde de Campinas (DRS-7) na fase vermelha, a mais severa do processo de flexibilização. O grupo de municípios inclui os nove do Circuito das Águas Paulista.

O anúncio foi feito no início da tarde de sexta-feira (10) durante entrevista coletiva à imprensa no Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo. Pelo menos por enquanto, o Estado sinalizou que não vai atender o pedido feito pelos prefeitos para que as cidades do Circuito das Águas fossem reposicionadas no mínimo na fase laranja.

Também deixou mais distante a possibilidade da criação de uma sub-região de saúde, que tiraria os nove municípios da https://www.rotadasaguas.com.br/wp-content/uploads/2022/02/socorro-rota-das-aguas.jpgistração da DRS-7 (Campinas) no que se refere à pandemia causada pela Covid-19.

“Sobre a subdivisão, o Plano São Paulo estabelece uma divisão que é baseada nas regiões de saúde. Isso tem um motivo estabelecido pelo Centro de Contingência, pela Secretaria de Saúde, referência e contrarreferência, leitos de UTI e com isso estamos avançando os indicadores em todas as regiões do Estado”, explica o secretário de Desenvolvimento Regional, Marco Vinholi.

“Então, a região do Circuito das Águas, o aglomerado urbano de Jundiaí e também a região bragantina, que dialogam com o governo com esse pleito, digo que sempre buscamos avançar, mas a regra que está posta e tem feito avançar o Estado de São Paulo é por DRS e nós seguimos nessa lógica”, diz.

Marco Vinholi ainda destaca que a região pode saltar da fase vermelha diretamente para a amarela já na próxima atualização. “Hoje observamos o Vale do Ribeira sair da fase vermelha e ir para a fase amarela. Portanto, é possível sim, pelo Plano São Paulo, a região ter este avanço”. Para que isso aconteça o Centro Contingência leva em conta a redução na ocupação de leitos de UTI e na diminuição de casos e mortes por Covid-19.

Segundo a secretária de Desenvolvimento Econômico Patrícia Ellen, novas atualizações acontecem nos dias 24 de julho, 2 e 21 de agosto, embora na sexta-feira quem vem, dia 17, possa acontecer alterações pontuais. A quarentena no Estado de São Paulo está em vigor até o dia 30 de julho.

Prefeitos visitam o Palácio
Prefeitos de cidades do Circuito das Águas Paulista visitaram o Palácio dos Bandeirantes três vezes durante a semana. Apresentaram ao Estado documentos com números e protocolos disponibilizados pelas secretarias municipais de saúde que, segundo eles, justificam o avanço dos municípios para um estágio mais flexível, o laranja ou até o amarela.

Baseado nesses relatórios, a região descumpre o Plano São Paulo desde que foi reclassificada à etapa mais restritiva do processo de retomada da economia. Isso há quase uma semana. A fase vermelha determinada pelo governo do Estado permite apenas o funcionamento de serviços considerados essenciais. Já a laranja, onde as cidades já estavam e agora cumprem por conta própria, é possível a reabertura do comércio de rua, shoppings e galerias, por exemplo.

Resumo da atualização dos painéis
A nova classificação vale a partir da próxima segunda-feira (13). Em relação à semana anterior, somente municípios abrangidos por quatro das 17 regiões de DRSs (Departamentos Regionais de Saúde) permanecem na fase vermelha de restrição total de atividades não essenciais: Araçatuba, Campinas, Franca e Ribeirão Preto.

Agora são dez regiões e uma sub-região metropolitana na fase laranja. As áreas de Bauru, Marília, Piracicaba, Presidente Prudente e Sorocaba avançaram da fase vermelha, e permaneceram estáveis as de Araraquara, Barretos, São João da Boa Vista, São José do Rio Preto, Taubaté e a sub-região Norte (Franco da Rocha) da Grande São Paulo.  

Segundo os indicadores de saúde apresentados na sexta-feira (10), a ocupação de leitos para atendimento a pacientes graves de Covid-19 é satisfatória na maioria das regiões, mas há alerta em relação a cidades dos DRSs de Campinas (80%), Franca (85%) e Ribeirão Preto (88%), além de atenção especial a Barretos (78%), Piracicaba (78%) e Sorocaba (74%).

A média estadual é de 65% de ocupação em leitos de terapia intensiva, com aumento de um ponto percentual em relação à semana passada. A média de leitos de UTI para casos graves de coronavírus permanece em 20,2 vagas para cada cem mil habitantes.

 

 

 

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