O governador do Estado de São Paulo, João Doria (PSDB), disse que vai usar o diálogo para fazer com que prefeitos de cidades paulistas que tomaram medidas de relaxamento à quarentena revejam a decisão e revoguem os decretos.
“Acho que deve ser mantido o bom-senso, mas caso não consiga, temos outras formas para que as determinações estaduais sejam cumpridas. Estamos de olho em tudo o que acontece”, comenta.
Doria confirmou na tarde de quarta-feira (22), durante entrevista coletiva no Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo, que o plano para a reabertura gradual de comércios e serviços não essenciais será colocado em prática apenas partir de 11 de maio, data do encerramento da quarentena.
Na quarta-feira (22) foi apresentada as diretrizes do planejamento. Mas é só no dia 8 de maio que o Estado deve se posicionar sobre quais os estabelecimentos e serviços que serão liberados para o funcionamento em cada região na primeira etapa de flexibilização.
O “Plano São Paulo”, como foi chamado, será elaborado de maneira regionalizada. De acordo com a secretária do Desenvolvimento Econômico, Patrícia Ellen, a reabertura do comércio e de outras atividades vai depender da situação específica de cada município.
As cidades serão classificadas conforme a evolução da epidemia e o relaxamento só acontece se os números de casos e leitos disponíveis em cada município forem satisfatórios.
“Nós não estamos anunciando que no dia 11 de maio nós não teremos nenhuma quarentena. Teremos um plano flexível, amparado sempre na ciência, na medicina, nas questões regionais, em dados analíticos e também na economia”, enfatiza João Doria

