O Ministério do Turismo lançou Guia para Mulheres que Viajam Sozinhas. A publicação reúne dados e orientações para promover um turismo mais seguro e inclusivo, e já está disponível AQUI gratuitamente.
Com 72 páginas, o guia foi elaborado a partir de uma pesquisa realizada entre agosto e setembro de 2025, com 2.712 mulheres de todas as regiões do país. Elas compartilharam percepções, motivações, receios e estratégias de viagem. O documento amplia o olhar sobre diferentes perfis, incluindo mães que viajam com filhos, mulheres maduras, profissionais em deslocamento a trabalho e entusiastas de nichos como ecoturismo, bem-estar e gastronomia.
O novo material complementa essa estratégia ao focar na experiência direta da viajante, fortalecendo a autonomia feminina.
PERFIL DA VIAJANTE SOLO – A faixa etária predominante é de 35 a 44 anos (34,6%), seguida pelas faixas de 45 a 54 anos (22,1%) e 25 a 34 anos (21,7%). A maioria possui renda entre três e dez salários-mínimos e 67,7% não têm filhos. Entre as mães com filhos menores, 58,5% sentiram-se seguras ao viajar com eles.
MOTIVAÇÕES E INTERESSES – Embora o lazer lidere (72,6%), a busca por independência e liberdade é central para 65,1% das entrevistadas. Autoconhecimento, trabalho e visitas a familiares também são citados. Na escolha do destino, a segurança e a liberdade de escolha superam fatores como preço e conforto.
VISÃO ESPECIALIZADA – O material contou com a consultoria de 17 especialistas das áreas de turismo e gênero, além da parceria com a UNESCO e a jornalista Anelise Zanoni. O conteúdo dialoga com políticas públicas como o Pacto Nacional de Enfrentamento ao Feminicídio e o Protocolo Não é Não, reforçando que a segurança é uma responsabilidade compartilhada por toda a cadeia turística.
AÇÕES DE PROTEÇÃO – O conteúdo do Guia dialoga diretamente com iniciativas do Governo do Brasil, como o Pacto Nacional Brasil de Enfrentamento ao Feminicídio, que busca fortalecer redes de enfrentamento à violência contra a mulher e ampliar a divulgação de informações sobre direitos e estruturas de proteção e prevenção da violência de gênero.
A publicação também se articula a estratégias como o Movimento Turismo que Protege e o Código de Conduta Brasil, iniciativas do Ministério do Turismo voltadas à prevenção e ao combate à exploração sexual de crianças e adolescentes no setor, e ao Protocolo Não é Não, que estabelece medidas de proteção às mulheres em casas noturnas, shows e eventos com venda de bebidas alcoólicas. As ações reforçam que a responsabilidade pela segurança não recai apenas sobre a viajante, mas sobre toda a cadeia do turismo.
*com informações do Ministério do Turismo

