O filme “Tudo que o Céu Permite” com direção de Douglas Sirk, considerado um dos gênios do cinema, é a atração do projeto Luz & Sombras para segunda-feira (12), em Amparo. A exibição acontece a partir das 19h30, no auditório da Rádio Cultura FM, na Praça Pádua Salles, no Centro. A entrada é gratuita.
O longa-metragem, produzido pela Universal Pictures, em 1955, tem seu roteiro escrito por Peg Fenwick, baseado no romance de Edna Lee e Harry Lee. No elenco estão Rock Hudson, Jane Wyman, Agnes Moorehead, Virginia Grey, Jacqueline de Wit e Conrad Nagel.
Sinopse e crítica de Nelson Machado Filho
Uma mulher madura, viúva, de classe média-alta, começa a se relacionar com um belo e vigoroso rapaz mais jovem. Ele, porém, trabalha como jardineiro e prefere os encantos da vida simples. Desaprovada pela família e pela sociedade, a mulher decide sacrificar o seu amor.
“Tudo que o Céu Permite” é um filme dos mais populares e influentes de Douglas Sirk e estava à frente do seu tempo. Apesar de sua alta qualidade técnica e de ter sido considerado superior a todos os cinco indicados ao Oscar de melhor filme daquele ano (1955), não recebeu nenhum. E sua mensagem é tão relevante agora quanto há sessenta e quatro anos atrás.
Este filme faz uma crítica contundente da sociedade americana e questiona os valores, a superficialidade, a insipidez e o esnobismo da classe média-alta. Em torno do casal Ron Kirby (Rock Hudson) e Cary Scott (Jane Wyman), os preconceitos desenham um mapa da intolerância.
No elenco está Jane Wyman, uma das rainhas do melodrama nos anos de 1940 e 1950, uma atriz que Hollywood já não produz mais. A cada cena ela encarna a típica americana romântica com muita solidez.
E tem também Rock Hudson, outra estrela conhecida por suas impressionantes habilidades de atuação num excelente desempenho. O elenco de apoio é top, especialmente pela participação das atrizes Agnes Moorehead , Virginia Grey e Jacqueline de Wit.
O que faz deste filme uma obra-prima é a direção firme de Douglas Sirk e o estilo de contar histórias, mais do que a história. Sirk utilizou o technicolor da maneira muito artística. Há fotos que são tão bonitas de se ver que podem ser facilmente enquadradas e penduradas na parede.
Sirk usa uma dura luz artificial azul no filme para significar a presença sinistra e constante de julgamentos e opressões da sociedade. A luz azul aparece no filme para mostrar Cary, personagem vivido por Jane Wyman com suas dúvidas e hesitações. O vermelho é usado como a cor que significa uma sensação de felicidade e liberdade.
Sirk brinca com essas e outras cores imensamente. Este uso incessante de cores vibrantes pode ser facilmente visto como uma influência nos filmes do alemão Rainer Werner Fassbinder. Em “Tudo que o Céu Permite” temos um roteiro envolvente e uma história sensível com diálogos de alto nível. Na área técnica, merecem ainda ser destacada a bela fotografia a cores de Russell Metty e a maravilhosa trilha sonora com músicas de Brahms, Franz Liszt e Lowell Mason.
Serviço
Evento – Projeto Luz e Sombras
Idealização – Nelson Machado Filho
Local – Auditório da Rádio Cultura FM
Endereço – Praça Pádua Salles, 160, Centro, Amparo-SP
Dia – 12 de agosto, segunda-feira
Horário – 19h30
Entrada – Gratuita
Filme – “Tudo que o Céu Permite”
Elenco – Rock Hudson, Jane Wyman, Agnes Moorehead, Virginia Grey, Jacqueline de Wit e Conrad Nagel
Ano – 1955 (Universal Pictures)
Produção – Ross Hunter
Gênero – Romance baseado na história de Edna Lee e Harry Lee
Direção – Douglas Sirk
Roteiro – Peg Fenwick
Música Original – Frank Skinner
Fotografia – Russell Metty

