Para fechar o mês de julho de sessões de cinema, o projeto Luz & Sombras, idealizado por Nelson Machado Filho, em Amparo, mata a saudade das agitadas matinês de outrora. A atração de segunda-feira (29), no auditório da Rádio Cultura FM, na Praça Pádua Salles, no Centro, é o filme “Galante e Sanguinário”. A exibição tem início às 19h30 e a entrada é gratuita.
O clássico faroeste produzido pela Colúmbia Pictures em 1957 pode ser revisto em Amparo em sua versão original em preto e branco. A direção é de Delmer Daves. No elenco estão Glenn Ford, Van Heflin, Felicia Farr, Leora Dana, Henry Jones e Richard Jaeckel.
Sinopse e crítica de Nelson Machado Filho
“Galante e Sanguinário” tem um elenco impecável. Van Heflin e Glenn Ford, proporcionam um grande duelo de interpretações! É brilhante a performance de Glenn Ford como Ben Wade. Cínico, frio, quase diabólico na crueldade cortante de suas insinuações.
Van Heflin interpreta o fazendeiro Dan Evans, que passa por dificuldades financeiras devido por conta da seca devastadora que atingiu parte do Estado do Arizona.
Precisando de dinheiro rápido, Evans vê uma oportunidade de recuperar sua saúde financeira, quando uma recompensa é oferecida para escoltar o bandido recém-capturado, Ben Wade (Glenn Ford), para o trem que parte às 3h10 para a prisão de Yuma.
Coincidentemente o mesmo Van Heflin, que foi atormentado em “Os Brutos Também Amam” pelo fascínio que Shane despertava em seu filho e mulher, vê ao interpretar Dan Evans, seus filhos admirarem o insinuante bandido Ben Wade.
Mais galante que sanguinário, Wade conquista o amor da triste e desesperançosa Emmy (Felicia Farr) e faz Alice, a esposa de Dan Evans, sonhar com o que nunca teve.
O elenco feminino traz a suave Felicia Farr, também de “Ao Despertar da Paixão” e “A Última Carroça”, em seu terceiro western com Delmer Daves, num pequeno papel, mas de encantadora beleza, simplicidade e ternura.
A senhora Dan Evans é Leora Dana, atriz pouco conhecida por ter dedicado a carreira para a TV. Longe de ser uma mulher linda, Leora rouba todas as cenas em que participa com a força de sua expressão e enigmático charme de mulher simples.
Com uma mistura de cenas de foco e close-ups dos rostos dos atores, usando quase sempre a técnica do primeiro plano, a fotografia deste filme foi à inspiração óbvia para Sergio Leone em sua série de western-spaghetti nos anos 60.
“Galante e Sanguinário” tem uma ótima direção de Delmer Daves, um profissional competente, daqueles que o cinema norte-americano já não sabe mais produzir. Ele é auxiliado pela excelente fotografia de Charles Lawton Jr., em preto e branco, através da qual são capturadas as belezas naturais do deserto do Arizona.
O ótimo diretor Dalmer Daves era um especialista em faroeste e nos ofereceu coisas boas como; “A Árvore dos Enforcados”, “A Última Carroça”, “Homens das Terras Bravas”, “Como Nasce Um Bravo” e até “O Candelabro Italiano”, apenas para citar uns poucos.
O clássico tem uma tremenda canção-tema composta por George Duning (que é assobiada por Glen Ford) e cantada por Frankie Laine. “Galante e Sanguinário” é um faroeste clássico de uma época maravilhosa no cinema e tem um final inesperado.
Serviço
Evento – Projeto Luz e Sombras
Local – Auditório da Rádio Cultura FM
Endereço – Praça Pádua Salles, 160, Centro, Amparo-SP
Dia – 29 de julho, segunda-feira
Horário – 19h30
Entrada – Gratuita
Filme – “Galante e Sanguinário”
Elenco – Glenn Ford, Van Heflin, Felicia Farr, Leora Dana, Henry Jones e Richard Jaeckel
Ano – 1957 (Colúmbia Pictures)
Produção – Original em preto e branco
Gênero – Faroeste/romance
Direção – Delmer Daves
Roteiro – Halsted Welles baseado num romance de Elmore Leonard
Música Original – George Duning (Canção tema cantada por Frankie Laine)
Fotografia – Charles Lawton Jr.

