O Beco do Samba, manifestação cultural que se tornou tradição em Amparo, está de volta no sábado (13). A noite marca uma homenagem ao sambista Almir Guineto, que morreu na sexta-feira (5), aos 70 anos. A atração começa às 18h ao lado da concha acústica da Praça Pádua Salles, no Centro. A entrada é gratuita.
Fãs de Guineto e do Beco poderão ouvir grandes clássicos de uma das principais referências da história do samba no País. Batuqueiros do Beco animam a roda e recebem como convidados especiais Paulinho do Cavaco, de Mogi Guaçu, e o grupo Batuqueiros da Esquina, de Jaguariúna.
O Beco do Samba se reúne pela primeira vez ao lado da concha. A previsão é que o evento se estenda até por volta das 22h. “Nossa expectativa é de uma grande festa do samba”, ressalta Eduardo Martins, um dos fundadores do Beco do Samba e integrante dos Batuqueiros.
O sambista diz que a homenagem a Almir Guineto é histórica. “Se existe uma palavra que pode resumir a importância de Guineto para nós e para o samba, esta palavra é referência. Suas músicas são obrigatórias em qualquer roda de samba e pagode”, acrescenta Martins.
Almir Guineto nasceu no Morro do Salgueiro, no Rio de Janeiro, em 12 de julho de 1946 e cresceu entre os acordes da música. Participou do grupo Originais do Samba e foi um dos fundadores do Fundo de Quintal. Em seu currículo ainda se destaca sua participação como mestre de bateria da Escola de Samba Salgueiro.
Almir Guineto fez parte do Cacique de Ramos, um dos mais tradicionais blocos de Carnaval do Rio, fundado em 1961 na zona norte da cidade. Foi dali que saiu o Fundo de Quintal. Zeca Pagodinho, Beth Carvalho, Jorge Aragão, Marquinhos Satã, Arlindo Cruz, Sombrinha, Mussum, Luiz Carlos da Vila e Jovelina Pérola Negra, entre outros, são nomes que faziam parte do movimento.
“Por onde passou, Guineto deixou sua marca que, com certeza, jamais será esquecida. Deixa o legado. Tenho 35 anos e se um dia tiver um filho que goste de samba, ele vai aprender a ouvir Almir Guineto. Suas composições, como ‘Caxambu’, ‘Mãos’, ‘Jeito de Amar’, ‘Lama nas Ruas’, entre muitas outras, foram gravadas mais de 300 vezes. Sem contar que Guineto era o cara que melhor trabalhava com o improviso que já conheci”, confessa Martins.
É toda esta trajetória que o Beco do Samba promete transmitir na praça. Se a voz de Almir Guineto se calou, seus sucessos serão imortalizados em rodas como a de sábado em Amparo.

Serviço
Evento – Beco do Samba “Homenagem a Almir Guineto”
Local – Concha acústica da Praça Pádua Salles, Amparo-SP
Dia – Sábado, 13 de maio
Horário – 18h
Participação – Batuqueiros do Samba, Paulinho do Cavaco e Batuqueiros da Esquina
Entrada – Gratuita

